sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Toda mulher é doida


Vou começar com um trecho da crônica "Doidas e Santas" (Martha Medeiros) que eu adoro:

"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida..."

É incrível como certas mulheres (não vou generalizar), depositam seus pensamentos, seu tempo, seus esforços em algo que não depende de si mesma. Não importa o tempo que passe, nem o quão evoluída a mulher se encontre. Seu maior objetivo sempre será amar e ser amada. Encontrar alguém que a deixe fazer parte de sua vida, e que corresponda as suas expectativas. Isso não significa que não tenhamos outras preocupações, desejos ou sonhos. Precisamos nos realizar, nos superar, mas no fundo sabemos, que nada disso terá valor, se não tivermos alguém especial pra dividir e construir o futuro almejado.
Toda mulher é doida a ponto de se preocupar com as brigas, de ficar se torturando tentando achar um culpado, e pior, tentando achar a solução. Não foram poucas as vezes que me vi perdendo o sono, a fome, por me preocupar com meu relacionamento, tentando buscar soluções, e quando me dei conta, estava sozinha nessa busca. Acredito que não é culpa da insensibilidade e egocentrismo que preenche a maioria dos homens, é simplesmente de sua natureza. Faz parte dos homens se preocuparem com seus umbigos e esquecerem de cuidar do relacionamento que dizem ser tão importante.

Ser mulher é viver uma guerra constante dentro de si.Entre o amar, sofrer e o correr pra liberdade.